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Riot Games lança novos jogos 10 anos depois de League of Legends

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Uma década depois de League of Legends, a Riot Games anunciou os seus próximos lançamentos. A empresa quebra assim o hiatus de 10 anos sem lançar um jogo novo no mercado.

No seu décimo aniversário, no passado dia 15 de outubro, a empresa anunciou o lançamento de novos jogos. Há vários spinoffs de League of Legends (LoL) — jogo disponível para Microsoft Windows e Mac OS X —, incluindo um jogo de combate, um jogo de cartas digital e animações.

Há, também, um jogo misterioso, ainda em desenvolvimento, com o nome de código “Projeto A”, que ocorre num universo totalmente novo.

Se os primeiros 10 anos do Riot foram definidos quase que inteiramente por um único jogo, parece que a próxima década também será baseada nele.

“É incrível. É um momento realmente entusiasmante como produtor quando se trabalha nas coisas, em muitos casos, há anos, para finalmente começar a expor este trabalho ao resto do mundo”, diz ao The Verge o co-fundador da Riot, Marc Merrill.

Dar seguimento a League of Legends é uma tarefa intimidante. Mesmo uma década depois, o jogo continua entre os títulos mais populares do mundo, com um número estimado de 8 milhões de jogadores diários em simultâneo e ligas profissionais bastante ativas em vários países um pouco por todo o mundo.

Este sucesso eleva as expectativas. No entanto, Marc Merrill considera que essa não foi a razão principal pela qual a Riot levou tanto tempo a anunciar a sua próxima aposta.

“A Riot é provavelmente a maior empresa de jogos de todos os tempos a ter apenas um jogo”, explicou. “Considero que existem diversas formas válidas de analisar e criticar isso. Por outro lado, acho que existem diversas formas válidas de falar sobre o porquê de esse foco poder ser, na verdade, o ingrediente secreto para o sucesso da empresa”.

Segundo o co-fundador, a escala a que o jogo chegou permitiu à empresa atrair novos talentos, o que, por sua vez, possibilitou a formação de novas equipas em torno de projetos específicos. “Para oferecer e criar jogos incríveis é preciso as melhores pessoas, as melhores equipas”, confirmou , “e isso não acontece da noite para o dia”.

O sucesso recorrente de LoL permitiu à Riot Games ter tempo para desenvolver outro jogo sem pressas e de acordo com o que consideravam que fazia sentido. O departamento de planeamento e desenvolvimento da empresa explorou muitas ideias diferentes, a maioria das quais não chegou à fase de produção real.

“Só faz sentido fazer alguma coisa se estivermos confiantes de que podemos elevar a experiência para os jogadores”, continuou. “A Riot só fará alguns grandes jogos ao longo do tempo, porque queremos que os jogadores saibam o que esperar da Riot em termos de compromisso: qualidade de serviço, excelente propriedade intelectual, jogabilidade realmente de alta qualidade”.

Os projetos de menor dimensão foram uma forma de a empresa “construir músculo” para estes empreendimentos mais ambiciosos.

Um dos anúncios mais surpreendentes que a Riot fez foi o mencionado “Projeto A“, que segue uma direção diferente de League of Legends. É um jogo de tiro tático localizado num universo totalmente novo. Merrill diz que a razão disso é simples: o mundo de League — em particular as silhuetas das personagens — não ser compatível com este tipo de experiência.

“Acreditamos que o conteúdo deve apoiar a jogabilidade”, diz Merrill. “Em muitos casos, League of Legends realmente aprimora um jogo em particular. Achamos que isso se verifica em Legends of Runeterra e pensamos que também se irá verificar no ‘Projeto L.’ Com um atirador tático super competitivo, onde não há limite para a habilidade, a League IP estaria realmente a fazer um mau serviço a esse jogo.”

De acordo com Merrill, também fazia sentido anunciar um grupo de jogos em vez de um único título, o qual teria o peso de ser o jogo que se segue a League of Legends.

Enquanto a empresa tem os olhos postos na próxima década, esta é uma hipótese de mostrar uma nova direção para a Riot, que visa aproveitar o sucesso de LoL de várias maneiras. “Acreditamos que quando as pessoas virem o conjunto, em vez de isoladamente, vão compreender melhor”, diz Merrill.

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