Cortana, o assistente de Inteligência Artificial da Microsoft
Cortana, o assistente de Inteligência Artificial da Microsoft

O uso de Inteligência Artificial e robôs no nosso dia a dia

Cortana, o assistente de Inteligência Artificial da Microsoft
Cortana, o assistente de Inteligência Artificial da Microsoft

A Inteligência Artificial pode parecer algo digno dos filmes de ficção científica, mas, na verdade, já a usamos frequentemente no nosso dia a dia.

Carros autónomos, drones que fazem entregas e casas inteligentes que tomam conta de todas as suas tarefas domésticas por si: é esta a imagem mental que surge muitas vezes quando pensamos em Inteligência Artificial.

No entanto, o que muitos não sabem é que o que parece saído de um filme de ficção científica é uma componente natural do nosso quotidiano e que usamos com frequência sem darmos por isso. De cada vez que faz login na sua conta da rede social, ou que usa os comandos de voz no telemóvel, ou faz uma pesquisa, está a beneficiar da IA.

Vamos analisar esta tecnologia com mais detalhe e mostrar-lhe algumas das novas formas através das quais poderá usá-la num futuro não muito longínquo.

 

O que é Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial funciona copiando o processo de pensamento humano, tal como o nome dá a entender. É a tecnologia que dá às máquinas a capacidade de aprender, responder de acordo com a informação apreendida e interagir com outras máquinas.

Tudo se relaciona com algoritmos — equações matemáticas complexas e longas — compostos por uma série de comandos, cuja lógica se baseia em ação/consequência. Se determinada ação ocorre, então o robô responde de determinada maneira.

A IA está um passo mais à frente e usa machine learning para que os robôs criem os seus próprios comandos de ação/consequência baseados em experiências anteriores. Se um robô observa uma pessoa a escorregar numa banana, então sabe que a banana é escorregadia e usará essa informação nos seus cálculos futuros.

Eventualmente, os cientistas esperam que a IA seja avançada o suficiente para permitir que os robôs mantenham conversas e até “pensem” pelos seus próprios meios (momento que se denomina como “singularidade”) — embora isso ainda esteja longe de se tornar realidade. Aqui sim, só mesmo nos filmes de ficção científica. Para já.

 

Usos atuais da Inteligência Artificial

Feeds das redes sociais

As redes sociais usam a IA há muitos anos, mas atualmente é mais percetível do que nunca. Exemplo disso mesmo é que não vê as publicações de todos os seus amigos pela ordem cronológica em que foram feitas. No seu feed, aparecem aquelas que o sistema acha que mais lhe interessam, com base nas suas interações anteriores.

A IA que impulsiona essas decisões analisa as escolhas que fez no passado: se gostou de conteúdo semelhante ou se visualizou recentemente o perfil dessa pessoa, por exemplo.

Assistentes virtuais

Já usou o assistente pessoal ativado por voz no seu telemóvel ou noutro dispositivo? Essa tecnologia funciona com recurso à IA.

Assistentes virtuais como Siri, Cortana, Alexa e o Assistente do Google ainda são tecnologias recentes, mas estão a aprender rapidamente. Hoje, já pode usar comandos de voz para executar ações como iniciar apps sem precisar de usar o ecrã principal, definir lembretes para eventos, escrever e enviar uma mensagem de texto apenas com a voz, ou descobrir informações, como o horário de funcionamento do restaurante — e até reservar uma mesa.

Além disso, quanto mais usa estes assistentes virtuais, mais eles aprendem sobre si e o seu comportamento. Com o tempo, poderão oferecer melhores conselhos. Podem até começar a antecipar o que vai dizer.

Por isso mesmo é que alguns assistentes lhe colocam algumas questões quando os usa pela primeira vez: conhecer melhor o utilizador ajuda-os a providenciar um serviço melhor também.

Chatbots

Há empresas que disponibilizam um chat online nos seus sites. Se já usou algum e conversou com um assistente, há alguma probabilidade de não ter contactado com um humano, mas sim com uma máquina alimentada por Inteligência Artificial.

Se acha que não foi o caso porque as respostas foram muito coerentes, isso ocorre porque os chatbots foram aprimorados ao longo dos anos para imitar perfeitamente uma conversa entre duas pessoas.

E, uma vez que são programados com toda a informação sobre a empresa em questão, têm acesso a inventários e a bancos de dados em segundos.

 

Como será usada a IA no futuro?

Já percebemos que a IA é usada nas nossas casas e dispositivos para realizar tarefas simples mas, no futuro, é provável que se torne ainda mais “inteligente” e útil para o nosso dia a dia.

Realidade Virtual

Um dia, os videojogos podem ter mundos virtuais criados a partir da Inteligência Artificial, que geram experiências muito semelhantes à vida real, principalmente se jogar com headsets.

Atendimento ao cliente

Não estará longe o dia em que robôs vão substituir assistentes de lojas, por exemplo. As máquinas já demonstraram serem capazes de responder de forma inteligente a quem pede ajuda porque está perdido, por exemplo, ou precisa de ajuda para encontrar o que procura.

Reconhecem vários idiomas e podem até abordar a pessoa para ajudar, mesmo que não tenham sido solicitados. A próxima vez que andar nas compras ou precisar de informações num local público, poderá ter um robô equipado com Inteligência Artificial por perto para o auxiliar.

Ajuda doméstica

Não é apenas nas lojas que a IA está a assumir o comando: os robôs também podem tornar-se comuns em sua casa. Em breve, poderemos começar a ver máquinas que podem cozinhar, limpar e reabastecer as nossas casas com mantimentos enquanto estivermos a trabalhar durante o dia.

Carros sem condutor

É claro que a próxima grande fronteira em inteligência artificial é objeto de muito debate: referimo-nos aos veículos sem motorista, movidos exclusivamente pela IA.

Imagine que a próxima vez que entrar num táxi em vez de dizer a um motorista para onde quer ir, simplesmente insere as direções e o carro leva-o lá sozinho. Pode sentar-se ao volante, tomar o seu pequeno-almoço, jogar ou dormir uma sesta e acordar no seu destino a sentir-se revigorado.

Melhor ainda, com aplicações e serviços de carros sem motorista a tornarem-se cada vez mais populares, talvez se torne desnecessário ser proprietário de um carro. Desta forma, poderá poupar muito em impostos, seguros e manutenção.

Os carros sem condutores pareciam futuristas, mas estão a tornar-se rapidamente realidade. Os gigantes da tecnologia Google e Tesla estão a trabalhar intensamente para tornarem os carros sem motorista um recurso nas nossas estradas até 2021.

Estes veículos usam sensores embutidos para interpretar os sinais de trânsito e reconhecer quando outros carros estão por perto. Também evitam riscos, como pessoas a atravessar a rua ou ciclistas, para garantir a segurança na estrada.

A Inteligência Artificial já está um pouco por todo o lado: nos smartphones que levamos nos bolsos, nos computadores em que trabalhamos, nos carros que conduzimos e até em diversos eletrodomésticos da sua cozinha. Resta saber quão mais longe esta tecnologia vai e nos vai levar.

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